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Manaus, Amazonas: O que fazer em 3 dias | Cidade + Floresta Amazônica

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Roteiro e Dicas de Viagem de 3 dias em Manaus, conhecendo a cidade, como o Teatro Amazonas, bem como a Floresta Amazônica, com integração com botos, índios tuyuka e visita ao Encontro das Águas.

A Paris dos Trópicos

Manaus é a 8ª cidade mais populosa do Brasil é cosmopolita, moderna, e possui diversas opções de turismo com bastante cultura, além de ser, é claro, a porta de entrada da Amazônia brasileira e de toda a sua biodiversidade. Os habitantes estão de saco cheio do pessoal do resto do Brasil que acha que lá é só mato. Vamos aos fatos: lá tem bastante floresta mesmo, e disso têm de se orgulhar, não há dúvidas! Mas Manaus em si é uma cidade com grande infraestrutura, prédios lindíssimos por dentro e por fora, e é denominada a Paris dos Trópicos. Quer entender o porquê? Só ler este post!

Passamos 3 dias completos na cidade em um feriado. O que fizemos? Como era um feriado, havia muita coisa fechada. Mas fiquem com o nosso roteiro, primeiro sobre o que fizemos na cidade, e, depois, nos arredores.


Veja também o nosso vídeo acima de 8 minutos sobre Manaus! Ele fala sobre praticamente tudo o que falo nesse post. Então, se preferir assisti-lo, é uma opção! Além de ser divertido e com a gente dançando loucamente haha!

Índice

Este post tem o seguinte conteúdo:

Dicas de Viagem

Quanto tempo ficar?

Depende do que você quer fazer! Em 3 dias, conseguimos ver o geral, o que é adequado a um feriado. Mas você pode querer se hospedar na floresta, ou então fazer um cruzeiro amazônico. Nesse caso, pode ficar lá por mais de uma semana.

Quando ir?

Em Manaus você pode ir durante o ano todo, mas a paisagem nas florestas pode mudar muito entre a estação seca e a chuvosa, pois o nível dos rios varia entre 15m.
  • Na estação chuvosa, de dezembro a maio, os rios ficam cheios e formam os igapós, sendo mais adequado para fazer navegações em meio à selva. Mas, em compensação, muitas chuvas. 
  • Na estação seca, de junho a novembro, o nível dos rios é bem baixo, o que dificulta a navegação em algumas partes da floresta. Para conhecer a cidade é o melhor, mas para conhecer a floresta pode não ser a melhor época. 
O ideal é visitar de junho a agosto, pois é o início da seca e os rios ainda não abaixaram muito.

E o calor? Calor tem sempre! Não se engane! Vai morrer de calor. Há calor de manhã, de tarde e de noite. Prepare-se psicologicamente para FRITAR!
A fachada do Teatro Amazonas. Lindo e maravilhoso!
Uma trilha do Bosque da Ciência, no INPA.


Onde se hospedar?

São 3 dentre as melhores opções:
  • Bairro Chapada: pode-se ficar no bairro Chapada, que é tranquilo e bem localizado, por ser em uma posição intermediária entre os pontos turísticos.
  • Centro: outra opção é ficar no centro, próximo do porto e dos prédios antigos, como o Teatro Amazonas ou o Palacete Provincial, mas há de se tomar um pouco mais de cuidado por lá, principalmente à noite. Lá estão os hotéis mais baratos. 
  • Ponta Negra: Por fim, dá pra ficar na praia de ponta negra, uma agradável praia de rio. Lá ficam os hotéis mais luxuosos.
Claro que sempre há a opção de se hospedar na floresta, e se adentrar na natureza!

Nós nos hospedamos no Ibis Budget, no bairro Chapada.

Como se locomover?

Há várias opções:
  • Transporte público: há opção de ônibus, e é possível andar por toda a cidade de transporte público. Não há metrô. Para saber as linhas de ônibus, recomendo a utilização do aplicativo Moovit.
  • Uber ou táxi: opção mais prática e de custo mediano. O Uber lá não chega a ser muito caro. Porém, ir de dois pontos opostos em Manaus, como do Porto de Manaus até o Musa, você pode gastar entre R$38 e R$51. 
  • Carro: Tem a opção de alugar um carro. Essa opção te dá mais flexibilidade e também te permite ir mais longe, como até as cachoeiras de Presidente Figueiredo.

O que comer? Onde comer?

A comida típica do Norte demanda experimentar alguns pratos típicos, haha!

Recomendamos:
  • Mercadão Municipal: restaurantes muito simples, mas com comida deliciosa! Nele, você pode sentar em um restaurante qualquer e pedir um pirarucu, ou um tucunaré, ou um tambaqui, ou um jaraqui, ou um pacu, que são bastante baratos lá no Norte. Nós escolhemos o restaurante Sangue Bom. Nele, um peixe com acompanhamentos para uma pessoa custava cerca de R$15.
  • Tacacaria Amazônia: um restaurante no Largo de São Sebastião, logo do lado do Teatro Amazonas, cuja especialidade é o tacacá, que é um caldo feito de goma de mandioca, camarões, tucupi. Adiciona-se, também, uma erva chamada jambu, que provoca formigamento na boca. Liliam realmente ficou sem sentir a língua! O tacacá dela custou R$20.
Também não deixe de experimentar um açaí ou um cupuaçu.

Sei que não é nada saudável, mas também adoramos experimentar refrigerantes regionais, então pegamos um Guaraná Regente quando era possível! Pode não fazer bem pro corpo, mas o açúcar faz bem pra alma, isso eu garanto! Haha!
Teatro Amazoans durante a noite. A praça fica cheia!
Passeio de barco pelo Rio Negro.

Manaus tem praia?

Sim, Manaus tem praia! E é a Praia da Ponta Negra. Achamos ela muito boa e muito agradável, de boa infraestrutura, com muitas famílias brincando e com um pôr-do-sol sensacional. A areia é amarelinha e o rio que passa, por ser grande, por vezes parece até o mar. É só fechar os olhos, mentalizar que é o mar, contar até 3 e levantar as pálpebras: você estará em uma praia de mar, para todos os efeitos. Aprecie!

Nosso Roteiro

Dia 1

Largo do São Sebastião

Começamos no Largo do São Sebastião, onde há o Monumento da Abertura dos Portos. Fica bem no centrão de Manaus.
Detalhe do Monumento da Abertura dos Portos.
Liliam e o monumento.

Reconhece esse chão? Pois é! O mesmo de Copacabana, no Rio, ambos inspirados na Praça do Rocio, em Lisboa. Só não vá estender sua canga pra tomar um solzinho ali porque as chances são grandes de se transformar em um pimentão.
Copacabana? É você??
Então pare! E aprecie.

Teatro Amazonas

E logo em sua frente há um imponente Teatro Amazonas. O maior símbolo cultural de Manaus, e de visita obrigatória! Sua linda cúpula em verde e amarelo e sua tonalidade rosa dão um destaque para este prédio de 1896.
Na escadaria do Teatro Amazonas.
Vista da Paróquia de São Francisco de Assis de um terraço do Teatro Amazonas.
São duas formas de visitar o seu interior: por meio de um tour guiado, que é pago, ou então assistindo a um espetáculo, que é gratuito! Como no tour guiado você tem a oportunidade de ver muito mais salas além da sala de espetáculos com o palco, nós, que não somos bobos nem nada, fizemos os dois, haha!

Tour Guiado
Está disponível tanto em português quanto em inglês.

No tour guiado, você visita, antes de tudo, o térreo da sala dos espetáculos, que tem capacidade de 701 pessoas. A decoração é linda e vinda da França no estilo Louis XV. O o guia explica tudo sobre a história do lugar! Eu só fiquei imaginando a burguesia chique com aquelas roupas pomposas e um calor de 40ºC numa época em que não existia ar-condicionado. Gente super glamurosa e rainha do funk, não?
Teatro Amazonas por dentro.
A sala que eu fiz a galera achar que era do Palácio de Versalhes, risos.
Depois a gente vai subindo pelos andares e conhecendo vários salas. Algumas realmente lembram o Palácio de Versalhes. Tanto que esses dias eu postei nos stories do instagram uma foto do lugar e disse que era Versalhes e quase todo mundo acreditou.
Liliam fazendo pose nos corredores de entrada do Teatro Amazonas.
Poser assistindo a uma ópera, só que não.

Uma coisa bacana também é que eles te levam para conhecer um camarim preservado ao estilo antigo. Muito massa!

Em geral, o tour dura 1h.
O rei do camarote.
E a rainha do camarote. TRÁS A BEBIDA QUE PISCA GALERAAAA
Espetáculo
Os espetáculos noturnos no Teatro Amazonas são de graça. Todavia, há uma quantidade limitada de pessoas (701, para ser exato), então, chegue no Teatro com 1h da antecedência e entre na fila. Normalmente dá uma fila que dobra o teatro, então não dê bobeira!

O Teatro Amazonas não possui um site oficial. Todavia, o calendário de espetáculos pode ser acessado no site Viva Manaus.

Nós assistimos a um espetáculo de música clássica, que foi belíssimo! A acústica do teatro é ótima e estar num lugar chique desses conta muito!

Paróquia de São Sebastião

A seguir, fomos até à Paróquia São Sebastião e São Francisco de Assis, também ao lado, que fica na mesma praça do teatro. Ela é neoclássica e com estilo italiano. Achamos belíssima por dentro e por fora.

A igreja por dentro.


Mercado Municipal Adolpho Lisboa

Fomos, então, dar uma passada no Mercado Municipal Adolpho Lisboa, ou Mercadão, para os íntimos.

A fachada do Mercado Municipal Adolpho Lisboa.
Com estrutura de ferro, ele segue o estilo arquitetural art nouveau e com as mesmas características do antigo mercado Les Halles, de Paris. Lá você encontra lembranças, eletrônicos e restaurantes típicos da região.
Estrutura metálica do mercado.
Muito bom!
os
Nós demos uma passeada pelas lojas, e fomos em um dos restaurantes para comer peixes típicos da região, o Sangue Bom. Mas você pode dar uma volta e escolher qualquer um. Os restaurantes são muito simples, mas a comida é maravilhosa. Podem comer sem medo.

Musa - Museu da Amazônia e a Torre de Observação

Então partimos para o Musa, o Museu da Amazônia. Nele, você encontrará algumas exposições sobre a amazônia, mas o mais importante é o contato com um boque natural bem do ladinho da cidade. Pra quem não for se adentrar na Amazônia, é uma boa ideia!
Em contato com a natureza.
Olha! Abelhas!

Assim que você entra, há algumas exposições que pode observar, afinal de contas é um museu. Contam sobre a Amazônia.

Daí, da parte central, o caminho ramifica e você pode ir para vários pontos do Musa.
Subindo, subindo!
Na base da Torre.

Pegamos, primeiro, a trilha até a Torre de Observação, que é o que normalmente atrai a galera para o Musa! Nela, você passa por um borboletário e também por  um fungário, e dá pra ter uma boa noção da biodiversidade da região. E logo se chega na Torre de Observação, de 42 metros.
Floresta.
A torre.
Para subir você vai precisar de um certo fôlego, eu diria. Mas compensa, porque a cada andar dá pra ver uma nova camada da densa vegetação da região. Chegamos lá em cima! Lá, se tem uma bela visão em 360º do topo das árvores, ao mesmo tempo em que dá até pra ver a cidade ao fundo!
Vista da Cidade lá de cima.
E a vista da floresta!
Depois voltamos para a região central e fomos até um lago de vitórias-régias, para quem quiser conferir essa planta típica da amazônia, tem lá!

Por fim, visitamos um viveiro de orquídeas e bromélias.

Dia 2

Palacete Provincial

Visitamos o Palacete Provincial. Foi a sede da presidência da província de Manaus até a Proclamação da República. O lado de fora é belíssimo, com sua fachada alaranjada.

Fachada do Palacete Provincial.
Hoje em dia é administrado pela secretaria de cultura amazonense e abriga uma série de museus diversos.
Liliam super cult observando os quadros clássicos.
Vício da Liliam: moedinhas. Precisa dizer que ficamos um bom tempo nessa sala? Hahaha!

Lá se pode ver arte amazonense, tanto pinturas clássicas quanto arte moderna. O corredor é um destaque à parte. Você com certeza vai querer apreciá-lo! Nele há uma exposição de câmeras antigas, e também partes que contam sobre a história de manaus, bem como expõem os móveis e ornamentos utilizados na época.
Arte moderna que eu acho linda.
Arte moderna que eu não entendo haha!
Arte clássica.
Dá pra sair de lá respirando cultura. Gasta-se um bom tempo andando pelas salas. Tem, também, um incrível museu de moedinhas com 17 mil peças do redor do planeta e de várias épocas!
Os corredores.
Máquinas fotográficas antigas!
Uma filmadora antiga!


Praça Heliodora Balbi

Demos uma passada rápida na Praça Heliodoro Balbi, logo à frente do Palacete. Eu confesso que só fiquei com um pouco de medo de surgir alguém do nada com um facão. Não tinha ninguém na praça!
Um gazebo no meio da praça.
Uma ponte na praça.

Bosque da Ciência do INPA

E fomos até o Bosque da Ciência, do INPA. Lá você consegue ver peixes-boi em um projeto de pesquisa e preservação. Anda-se por uma trilha simples e muito agradável em meio ao bosque, onde se vê muito a biodiversidade amazônica em fauna e flora. São muitos animais soltos e livres, e, se você for atento, vai notá-los.
Animais livres na natureza!
Muito lindo o macaco!
Tem muitas exposições e coisas para fazer lá, dá pra ficar uma tarde inteira.
Árvore.
Uma cabana.
A mesma cabana, sob outra perspectiva.

Há uma parte interessante em que eles lidam com tartarugas, muito bacana! Como disse, os animais que não estão livres lá são para fins de pesquisa e preservação.
Tataluga.
Tenha medo do jacaré, haha!


Dia 3

Início do tour

Normalmente se hospeda na selva, mas não tínhamos tempo. Então nós pegamos um tour de 1 dia pela floresta, com grupo de 8 pessoas, com a Amazon Eco Adventures, que recomendamos. Eles nos buscaram no hotel e nos levaram para um porto particular.

Interação com os botos

Começamos com a tradicional interação com os botos. Nela, você entra dentro da água e um instrutor alimenta os botos, que pegam os peixes no ar, logo em nossa frente! Por questões ambientais, não se pode tocar neles, só observar. Ainda assim é uma experiência maravilhosa! Ver os famosos botos tão pertinhos! Porque antes eu só conhecia numa música da Xuxa mesmo, haha!

Interação com o boto rosa.


Aldeia Tuyuka

A seguir, descemos até uma praia de rio, e nos adentramos na floresta. Uaaau, estou me sentindo o desbravador da selva, observem como sou corajoso! Só que não né?
Índios Tuyuka dançando.
A cabana dos Tuyuka.
Pois bem, o objetivo era chegar numa cabana da comunidade indígena Tuyuka. Nela, os índios apresentam sua cultura, seus instrumentos musicais e suas danças. Em determinada parte, até temos a oportunidade de dançar com eles! Dá, também, pra pintar a cara e comer formiga, tal como eles comem... Liliam gostou! Hmmmm!
Índio explicando sobre um dos instrumentos deles.
A apresentação com os instrumentos de sopro.
A seguir, embarcamos em mais uma parte, onde encaramos uma trilha, e até tiramos foto com um bicho preguiça!
Pintura que uma índia fez em Liliam.
Liliam segurando uma preguicinha bonita!
Depois, seguimos até um restaurante flutuante. Chama-se Restaurante Selva Amazônica. A comida é simples e boa.

Comunidade Catalão

De barriga cheia, fomos até uma comunidade flutuante. É interessante observar que as casas flutuam na água, já que o nível da água muda 15m entre a época das cheias e das chuvas! Eu diria que é bem engenhoso. Tudo feito de madeira.

Tentando pescar um pirarucu! O peixe no anzol é a isca.
Ali, a gente teve a oportunidade de pescar pirarucus com uma vara e uma corda sem anzol, de modo que não os machuca. Mas eles são muito fortes, é quase impossível pegá-los!

Encontro das Águas dos rios Negro e Solimões

Fomos, então, ao encontro das águas dos rios Negro e Solimões. Que loucura, minha gente, é uma cor diferente de cada lado! E não se misturam. Sensacional. Colocamos o pé e atravessamos com a lancha pra notar que até a temperatura da água é diferente!

Vamos Rio Negro, não se misture com essa gentalha do Solimões. "Sim, babãen!"

Ponte Rio Negro

É isso aí, era hora de voltar para Manaus. Ah, não, acabou o passeio! Droga. Quer dizer, ainda passamos por debaixo da Ponte Rio Negro, o que foi bem legal!

Ponte Rio Negro


Praia de Ponta Negra 

Depois, fomos por conta própria até a praia de Ponta Negra, uma praia de rio bem animada. E foi lá que terminamos nosso passeio por Manaus. Muito bom!

A tal da praia de Ponta Negra. A orla é gigantesca, dá até preguiça hahahaha!
Este post não é patrocinado pela Amazon Eco Adventures e nem por nenhuma outra empresa com que entramos em contato nesta viagem.
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