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Puerto Varas e Puerto Montt em LOS LAGOS: O que fazer em 4 dias no verão | Chile

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Nossa visita de 4 dias à região Los Lagos no verão, na patagônia chilena, incluindo as cidades Puerto Varas, Puerto Montt, Frutillar e Puerto Octay, ao redor do lago Llanquihue e com a vista imponente do Vulcão Osorno.

Lindos, lindos lagos

Vulcão Osorno visto de Puerto Octay.

Uma viagem deslumbrante é à região Los Lagos da Patagônia chilena. Às margens do lago Llanquihue, das lindas cidades coloniais alemãs se vê o imponente vulcão Osorno. Olha, acho difícil não gostar de lá, afinal, não é um cenário nada comum o de lindos lagos que, por vezes, a gente chega a confundir com o mar, e com um vulcão ao fundo tão grande que, a não ser que esteja tímido e escondido por trás das nuvens, o que pode acontecer, estará mostrando toda a sua magnitude de onde você estiver.

Em Puerto Varas tem atividades para muitos gostos. Se quiser andar pelas cidades charmosas e se entupir de tanto comer comida boa até não caber mais, tem. Se quiser natureza, lá você nem tem muita opção, vai ver de um jeito ou de outro. A cor das águas dos Saltos de Petrohué ou da Lagoa de Todos os Santos irá te fazer pensar se o que está vendo é real ou não; a neve no topo do Osorno vai te fazer pensar que está vendo algum parente do Monte Fuji e as trilhas do Parque Nacional Vicente Pérez Rosalez te farão achar que viver é recompensador. Céus, até mesmo as estradas são surrealmente lindas. Então, sim, é um negócio que compensa!


Alternativamente, você pode ver o vídeo acima, de 12 minutos, que explica sobre tudo e mais um pouco que tem nesse post! É um vídeo bem animado, musical, e que, garanto, vai passar rápido e te informar muito bem. Experimentem!

Ficamos por 4 dias em Puerto Varas, e visitamos, também, Puerto Montt, Frutillar e Puerto Octay. E o que fizemos? Fiquem com o nosso roteiro!

Índice

Este post possui o seguinte conteúdo. Você pode clicar e ir direto para o conteúdo desejado, caso queira.

Dicas de Viagem

Quando ir a Puerto Varas e região Los Lagos?

A região de Los Lagos pode ser visitada durante o ano todo.

A melhor época pra visitar e aproveitar a natureza em temperaturas amenas é no verão, entre dezembro e março. Não recomendamos janeiro por conta da presença de insetos chamados tabanos, que infestam a região, são grandes, e picam dolorido. E também leve em consideração que em janeiro e fevereiro as cidades ficam cheias por conta das férias escolares.

Se quiser neve e esqui, visite no inverno, em julho ou agosto.
Uma trilha na Isla Tenglo, em Puerto Montt.
Uma das inúmeras praias do Lago Llanquihue.

Onde se hospedar na região Los Lagos? 

Recomendamos hospedar em Puerto Varas, por ser uma cidade central e equidistante dos pontos de interesse da região. O bom é hospedar-se o quanto perto possível da Plaza de Armas.

Ficamos em um Airbnb. Era uma suíte em uma casa muito próxima do centro. Incluía café da manhã vegetariano. Você pode conferir o anúncio aqui.

Como ir?

Pegue um avião até Santiago e, de lá, um avião até Puerto Montt. Existem companhias low cost como a Jetsmart que são baratíssimas para vôos nacionais no Chile. Do aeroporto de Puerto Montt, há um transfer de meia hora até Puerto Varas.

Como se locomover? 

Recomendamos alugar um carro por ser mais flexível. As estradas são tranquilas e lindas, compensa. Mas é possível contratar um tour em uma agência de viagens, ou então ir entre as cidades de ônibus.

Roteiro

Dia 1

Lenda de Licarayén no Mirador Puntilla

Um bom ponto de começo em Puerto Varas é a escultura da Lenda de Licanrayén, que fica no Mirador Puntilla. É uma princesa mapuche, protagonista de uma lenda que explica como se formaram os lagos da região. Bem legal! E se o clima estiver bom, vai ver o vulcão ao fundo.

Parque Philippi

Preço: gratuito

Então subimos, de carro, ao Parque Philippi, de onde se tem uma visão de Puerto Varas. As árvores ali tampam um pouco a visão, sem dúvidas, mas, ainda assim, é interessante.
Pedras no Parque Philippi.
A cruz.
O parque tem mais coisas para fazer, como uma trilha de mountain bike, e também esse monumento com colunas de pedra, e com uma grande cruz no topo, que fica iluminada durante a noite. Para quem gosta de trilhas, tem por lá também!
Uma casinha no topo do Parque Philippi.
O mirante do Parque Philippi. Não dá pra ver muita coisa.

Casa Thompkins

Seguimos para a Casa Thompkins, que é o ponto de partida para um roteiro de casas históricas alemãs em Puerto Varas.

Não visitamos as outras casas, mas achamos essa linda. É visitável, mas não estava aberta.

Casa Thompkins.
Pessoalmente, acho que, a não ser que você não vá conhecer Frutillar, acho que esse passeio não é prioridade, pois, enquanto em Puerto Varas você verá algumas casas alemãs ali ou ali pelo circuito, em Frutillar todas as casas são muito lindas e muito.. alemãs, haha! Então acho que vale mais a pena.

Museo Pablo Fierro

Preço: gratuito, porém recomenda-se uma contribuição. 

Fomos então para o Museo Pablo Fierro. É essa casa na frente do lago, que o dono reformou e enfeitou, virando uma casa pra lá de icônica, com uma arquiteutra que a faz parecer ter saído de um filme!
Um semáforo no Museo Pablo Fierro.
É hora de visitar mais coisas!
O museu é impressionante.
Você irá encontrar o próprio Pablo Fierro lá e ele pode te explicar sobre a história da casa, e como ela está em constante aprimoramento. Também é uma bela coleção de objetos antigos, tem de tudo um pouco.
Na entrada.
A fachada da casa.
Tem até um pedaço de navio. Coisa chique!
A entrada é gratuita mas uma doação é sugerida.

Iglesia del Sagrado Corazón de Jesus

Seguimos até a Iglesia del Sagrado Corazón de Jesús, de 1918, com estilo neo-romântico e elementos do barroco. Tipicamente alemã. O interior é bonitinho também!

A igreja vista de fora.


Plaza de Armas

No centro, demos uma passadinha pela Plaza de Armas, bem florida e com uma linda bandeira do Chile ao meio e muita gente curtindo o verão.

Placa na Plaza de Armas.

Plaza de los Colonos

Conhecemos ao lado a Plaza de los Colonos. Fica próximo do Centro de Atendimento ao Turista de Puerto Varas, de onde se tem uma maravilhosa vista do lago!
Uma placa do Lago Llanquihue.
Bandeira chilena na Plaza de los Colonos.
Há, ali, uma praia de areia vulcânica. Ela é inapta para banho, mas dá pra alugar um caiaque e curtir um pôr-do-sol por meia hora no lago Llanquihue.
Observando Puerto Varas. Linda cidade!
Pose de modelo.
A praia de areia vulcânica e os caiaques para usar.
Tem cachorro pra todo lado no Chile. 

Passeio de Caiaque no lago Lanquihue

Nós aproveitamos para fazer um passeio de caiaque pelo lago ao pôr-do-sol, e foi uma das melhores coisas que a gente poderia ter feito. Só teve um probleminha... Fiquei molhado e morrendo de frio, haha! O passeio foi 4.000 pesos chilenos por pessoa.

Lindíssimo entardecer no caiaque.

Dia 2

Lago de Todos os Santos

Passeio: de barco
Preço: 4.000 CLP por pessoa para passeio de 40min (na hora; ou 39.000 CLP para passeio de um dia inteiro (pela Turistour)

Pegamos a estrada a leste com o objetivo de ir até o Parque Nacional Vicente Pérez Rosales. O caminho por si só já é um passeio à parte. Aprecie sem moderação!
Essa visão é de lascar!
Tudo muito lindo.
Inicialmente, o nosso passeio era fazer um tour de barco pela Lagoa de Todos os Santos. O lago impressiona pela presença magnífica do Vulcão Osorno, que, se não estiver tímido, estará muito próximo durante todo o trajeto, refletindo-se na água. Coisa linda de morrer! Além disso, a água adquire tonalidades de azul turquesa em alguns pontos, devido a sua origem de degelo.
No barco, com o vulcão ao fundo.
Esse vulcão é maravilhoso!
Nós não compramos o tour de barco com antecedência e deixamos para procurar por lá. Normalmente, o tour mais escolhido é o do dia inteiro, operado pela Turistour, que vai passa pelo Lago de Todos os Santos, e vai até Peulla, uma vila no outro lado do lago com várias atividades ao ar livre. Sem dúvidas um passeio incrível, mas envolve o dia inteiro, coisa que não queríamos.
A cor da água é lindíssima!
O barco Optimus em que andamos.
Então chegamos lá com as mãos abanando por volta das 10h da manhã, e acabou que tivemos foi é sorte, porque um senhor, dono do barco Optimus, que ainda estava lá, nos ofereceu o passeio de 40 minutos por 4.000 CLP por pessoa. Escolhemos esse mesmo! Logo o barco encheu, entramos e fizemos o passeio. Belíssimo! O barco simplesmente foi até o meio do lago e voltou, e isso foi o suficiente para nos deixar super felizes!

Excelente passeio!


Saltos de Petrohué

Preço: 4.000 CLP por pessoa

Feito o passeio de barco, fomos até os Saltos de Petrohué, ainda nas dependencias do Parque. O estacionamento é pequeno e chato, então, se for alta temporada, reserve um tempo esperando sobrar alguma vaga.
Esse lugar é SURREAL!
E tem visão do Vulcão Osorno!

Na entrada você pode comprar souvenirs e também ingressos para atividades radicais que podem ser feitas à parte, como, por exemplo, arvorismo ou canopy. Depois, passa-se por uma ponte, por uma feirinha de artesanato local e, por fim, chega-se na bilheteria.

A foto clássica dos Saltos de Petrohué;
A partir daí são várias trilhas para fazer. Nenhuma delas exige grande esforço físico. A dos Saltos de Pretohué é acessível, porém as outras não são muito fáceis para quem possui dificuldades de locomoção, apesar de que a gente viu até família com carrinho de bebê na trilha (aí, sim, fomos surpreendidos novamente).

Fizemos duas trilhas.

A primeira até os Saltos de Petrohué em si. Ela é curtinha, de apenas 600m, e logo se chega nos Saltos. Não dá pra confundir o lugar, essa cor de azul só lá tem. Não tem como não se impressionar.  E ainda tem o bônus de ver o vulcão ao fundo, se o clima estiver favorável.
Olhando pra cima como quem não quer nada.
Los Enamorados.
Depois fomos pela trilha Los Enamorados. Essa é maiorzinha, de 900m. Nela, você passa por um poço de água verdinho, verdinho Pena que não pode banhar! E, se pudesse, acho que seria tão gelado que não daria certo!

Na parte final, dá pra chegar bem perto de corredeiras, pra curtir bem essa cor azul tão característica. Ainda tinha mais trilhas para fazer, mas optamos por ir embora. Pegamos estrada para o Vulcão Osorno!

Centro de Interpretação Vulcanológico Pirepillan

Paramos no Centro de Interpretação Vulcanológico, o Pirepillan, mas estava fechado, que pena! Mesmo assim, foi legal passar por ele. Tem uma vista bacana.

O centro de interpretação vulcanológica.

Vulcão Osorno

Preço dos teleféricos: 25.000 CLP

Fomos subindo o vulcão Osorno de carro. A estrada é ótima, mas bem curva, daí dá um medinho básico de perder o controle e sair rolando montanha abaixo, mas se tomar cuidado e ir devagar é bem seguro, não se preocupem.
Na entrada.
No topo, onde se pode subir sem guia.
Chegando na base do vulcão, compramos ingressos para os teleféricos. Para subir até a parte mais alta acessível, são dois teleféricos e um frio daqueles! Prepare-se porque mesmo no verão vai precisar se agasalhar infinitamente, o vento não é brincadeira não! Pode acreditar em mim... Depois não vá reclamar!

Tem que ir preparado pro frio.. Acreditem!
Chegando lá em cima ainda tem uma pequena trilha de 15 minutos, onde se chega o mais próximo possível do cume. Dá uma canseirazinha, mas compensa, pois o visual lá de cima é surreal tanto para o lado do vulcão quanto para o lado oposto, com o lago Llanquihue. Fica perceptível sua imensidão de lá de cima!
De um lado, o vulcão...
... do outro, o lago imenso!
Era hora de descer. O guardinha até brigou com a gente dizendo que estava nos chamando pra descer porque iriam fechar antes da hora. Mas o vento é tão forte que se fica surdo lá!

Apreciamos um pouco a vista do lago Lanquihue lá do Osorno. É tão grande. Sentamos em um banquinho para observar o sol se abaixando. E fomos descendo de novo estrada abaixo! No meio do caminho, paramos em um mirante que, com uma pequena trilha, dá direto em uma praia de lago! Muito lindo! Sem dúvidas, uma paisagem patagônica um tanto distinta essa dessa região!

Dia 3

Frutillar

Pegamos estrada novamente e fomos para Frutillar, uma cidadezinha colonial alemã a 28km de Puerto Varas, onde se respira música. Andamos a pé em Frutillar Bajo, a parte baixa e turística da cidade, passando pela orla do lago Lanquihue. Lá se pode vislumbrar casas maravilhosas ao estilo alemão, várias lojinhas, restaurantes e muitos monumentos para ver no lado do lago, como este, por exemplo, que é um piano de ferro, e este, o Muelle de Frutillar, que é um pier direcionado ao vulcão Osorno, que não dava para ver nesse dia, ainda. Há também um gazebo, com uma linda pintura no teto, e monumentos musicais como uma harpa, uma clave de sol, e uma nota musical. Até mesmo os pontos de ônibus tem uma clave de sol.

Frutillar é super fotogênica.

Depois seguimos para o Museu Colonial Alemão. Nele, existem casas coloniais preservadas. Algumas, como essa, servem de museu, e expõem objetos antigos, e são rodeadas de lindíssimos jardins pra lá de floridos. Como se vê, a paisagem parece a de um sonho! Outra casas são preservadas tais como eram na época, como essa, a casa do ferreiro, ou então, após subir uma colina, essa, a casona de campo.
Dentro do Museu Colonial Alemão.
Osorno ao fundo, imponente!
Depois, descemos de volta à orla para observar o vulcão, que agora estava lindo, pleno, e aparecendo!

Temos um post inteiro só sobre Frutillar. Confira acessando-o aqui!

Puerto Octay

Partimos para Puerto Octay, outra cidade da região, de onde pudemos observar o vulcão de uma visão do lago espetacular! Também passamos por um mirante sem nome, na rua do cemitério, para curtir a vista pra cidade. Belíssimo!

Uma linda visão do vulcão ao entardecer.

Dia 4: Puerto Montt

Neste dia não estávamos de carro, então nos locomovemos até o Shopping Costanera de Uber, e fomos voltando a pé até o nosso hotel, passando por vários pontos da cidade na Orla, e também pela maravilhosa Isla Tenglo. Nosso hotel foi o Angelmontt Hotel.

Puerto Montt não é uma cidade muito turística, então não tem mesmo tanta coisa pra fazer lá. O que mais recomendamos é a Isla Tenglo mesmo, justamente porque ela tem todo um jeito de interior!

Uma particularidade de Puerto Montt com relação às outras da região é que o que se vê não é um lago, e, sim, o mar mesmo. Mas parece lago. Honestamente, não vi muita diferença! Os lagos são tão grandes que parecem mar, então tanto faz!

Mall Paseo Costanera

Passamos por Puerto Montt, a maior cidade da região. Durante a manhã, fomos em um shopping. Nele, fizemos algumas compras e almoçamos em redes de fast food. Acho que foi o único momento da viagem em que vimos esse tipo de restaurante, que é completamente inexistente nas cidades pequenas, haha! Era momento de economizar!

Plaza de Armas

Andamos, então, pela Plaza de Armas, no centro da cidade, que fica logo do lado do Shopping Costanera.
Plaza de Armas.
Como se espera em toda Plaza de Armas, estátuas de heróis!

Catedral de Puerto Montt

Também na Plaza de Armas há a Catedral de Puerto Montt, que é bem interessante por ser feita de madeira.

A igreja de madeira.

Sentados Frente Al Mar

Fomos até o monumento Sentados Frente al Mar, que tem esse casal fofinho aí olhando pro... mar!

Os dois sentadinhos em frente ao mar.

Orla de Puerto Montt

Andamos na Orla de Puerto Montt, onde há várias estátuas, feirinhas de rua e uma boa vista do mar.
Estátuas na orla.
Bandeirão do Chile.

Isla Tenglo

Durante a tarde, o nosso objetivo era conhecer um pouco da Isla Tenglo, uma ilha que fica na cidade mesmo. Pra mim é a melhor coisa que tem pra fazer em Puerto Montt. Sinceramente, se soubesse que era tão bonita, teria ficado o dia inteiro lá, o que compensava mais!

Na praia, a caminho do mirante.
Chega-se de barco nela, e pode-se apreciar a praia e o seu vilarejo com casas alemãs. Dá pra ficar o dia.

Para chegar à Isla Tenglo, basta ir até o Embarcadero Puntilla Tenglo (veja o ponto do Google Maps aqui) e comprar, na hora, um ticket para o barco que atravessa para a Isla Tenglo. Os barcos vêm e voltam em uma frequência que depende da demanda. Pergunte o último horário da volta, que pode variar.
O entardecer foi de emocionar!
Ooooh, lugar lindo!
Nosso objetivo era chegar até o mirante da cruz, ao alto do morro, e, de lá, apreciar o pôr-do-sol. Para isso, se faz uma pequena trilha que margeia o belíssimo canal de tenglo. Basta seguir as placas para o mirante. Chegando no mirante, tem-se uma vista do vulcão Cabulco e uma visão 360º, sendo de um lado a cidade e, do outro, o mar. E assim terminou nossas aventuras pela região Los Lagos...


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