O que fazer em uma conexão longa no centro histórico da Cidade do México: visitamos o Palácio de Belas Artes, o Palácio Nacional, a Torre Latinoamericana, o parque Alameda Central e muito mais!

Cidade do México é uma cidade linda

Está em uma conexão na Cidade do México pela Aeroméxico? Com mais de 10h, vale a pena sair do aeroporto e curtir essa cidade linda, que nos impressionou mais do que imaginava! Veja o que fizemos em nossa conexão de 23h pelo centro da cidade.

Sem dúvidas, ficar no aeroporto pode ser algo super chato. Então, algo que fazemos quando temos uma conexão longa em algum lugar é conhecer a cidade onde estamos fazendo essa conexão. Normalmente é algo corrido, mas, de toda forma, vale a pena. Na Cidade do México não foi diferente! Corremos por nossas vidas por nosso próximo vôo, e deu tudo certo!

Neste post, falaremos sobre como aproveitar a conexão conhecendo pontos turísticos do centro da cidade. Porém, não foi a única vez que a gente fez conexão na cidade e saiu pra aproveitar. Em outra situação, fomos conhecer Teotihuacan. Temos um post sobre isso, também! Basta acessá-lo aqui.

Neste post, primeiro daremos algumas dicas sobre a conexão na Cidade do México e, depois, mostraremos como foi o nosso roteiro por lá.

A cidade é ótima pra andar e tirar fotos!

Ah! Se quiser, pode ver, também, o vídeo acima, em 4K, sobre nossa visita à Cidade do México. Ele tem apenas 5 minutos e, garanto, vai servir complementar a este post muito bem! Acesse-o!

Índice

Este post tem o seguinte conteúdo:

Dicas de Conexão na Cidade do México

Centro Histórico cheio de artes e estátuas.

Vale a pena viajar de Aeroméxico?

Sim! Já viajamos três vezes com a companhia, uma vez para Orlando, outra para Los Angeles e outra para Montréal, no Canadá. Em todas as vezes, o serviço foi de absoluta qualidade, desde o check-in até a qualidade das aeronaves e também dos serviços de bordo. Nada a reclamar. É uma das únicas companhias aéreas que ainda oferece o lanche clássico chicken or pasta! Chega a ser engraçado.

Todavia, sempre há uma conexão na Cidade do México, e, às vezes, ela é longa. Isso, ao meu ver, não é ruim, porque, neste caso, você pode sair pra conhecer. Vai ficar com gostinho de quero mais, aposto.

É preciso fazer imigração ao chegar na Cidade do México, mesmo que em uma conexão?

Sim. Sempre é necessário passar pela imigração, mesmo que você não vá sair do aeroporto, mesmo que esteja somente em uma conexão.

Como é a imigração na Cidade do México?

A imigração é bem tranquila, porém bem cheia. Como a Cidade do México é um grande hub que conecta as américas e até mesmo a Ásia e a Europa, as filas ficam enormes, e é comum gastar cerca de 1h. Das seis vezes em que passamos por lá, apenas uma vez não estava lotado.

Então, numa conexão em que se deseja sair pra conhecer a cidade, isso deve ser levado em consideração no cálculo do tempo efetivo que tem disponível.

O oficial normalmente só pergunta o que veio fazer no México, e daí carimba teu passaporte e te entrega uma tarjeta imigratória, que deve ser guardada, pois deve ser entregue ao embarcar no próximo vôo (e é por meio dela que eles registram a sua saída do país).

Fontes no parque Alameda Central.

É necessário trocar dinheiro para conhecer a cidade em conexão?

Sim. Há lugares que não aceitam cartão de crédito. Então, recomendamos trocar um pouco de dinheiro no aeroporto ou na Avenida Francisco Madero, no centro. Aceitam dólares ou reais no câmbio, e, como você vai usar pouco, acho que não precisa se preocupar em qual das duas moedas utilizar.
Recomendo trocar em torno de 1.000 pesos mexicanos, e o restante utilizar cartão de crédito, quando possível.

A tabela de gastos só não contém o Uber para o aeroporto. Os valores de Uber são referentes aos trechos entre as atrações.

RecursoPago emPreço (MXN)Preço (R$)
UberMXN381,9680,00
Hotel Amico ZocaloR$685136,00
Torre LatinoamericanaMXN120*2 = 24050,00
Tour noturno pela Catedral MetropolitanaMXN100*2 = 20040,00
JantarMXN41085,00
Total:1.916391,00

Observe que é relativamente barato dar aquela paradinha na Cidade do México, então eu acho que vale a pena!

Onde se hospedar na Cidade do México?

Se sua conexão envolver um pernoite, como foi o nosso caso, então é bom reservar um hotel. Se você vai conhecer o centro histórico, é onde recomendo a hospedagem mesmo. Aliás, até mesmo para quem for ficar mais tempo, continuo recomendando ficar no centro histórico. O quanto mais próximo da Plaza de la Constituición, mais seguro vai ser, pois a região é muito bem policiada.

A vista do terraço do Hotel Amigo Zocalo.

Como nosso estilo de viagem envolve economizar em hospedagens, nós optamos pelo Hotel Amigo Zocalo. É um hotel bem simples e justo de acordo com a sua diária de R$93. Não tinha ar condicionado, mas não foi necessário: visitamos em abril e, à noite, fazia frio. O café da manhã é servido no terraço, de onde se tem uma vista bacana do topo dos prédios.

Se quiser saber sobre outros hoteis, utilize o link abaixo para fazer a sua pesquisa:

Booking.com

Roteiro na Cidade do México

Nós chegamos durante uma tarde e nosso próximo vôo saía na tarde do outro dia, então tínhamos basicamente uma noite e uma manhã para curtir. A seguir, tudo o que fizemos:

Dia 1, à noite

Tour noturno na Catedral Metropolitana da Cidade do México

Chegamos às 5h da tarde, passamos pela imigração, e fomos para o nosso hotel no centro. De lá, já saímos para conhecer a Plaza de la Constituición, onde há a Catedral Metropolitana da Cidade do México.

A igreja é impressionante.
Níveis de detalhes dourados em todos os cantos!

Até às 7h da noite, dá pra fazer um tour noturno com um guia explicando tudo! O tour noturno dá um ar misterioso à belíssima Catedral, que é maior do que eu imaginava. É curioso observar o estilo gótico espanhol misturado com o estilo barroco.

Impressionante altar da Catedral Metropolitana.
Do lado de fora.

Para nós, brasileiros, os ornamentos acabam sendo muito parecidos com os de igrejas brasileiras, também influenciadas pelo barroco.

A Catedral do lado de fora.

Plaza Garibaldi

Curtimos um pouco a praça à noite, que é bem animada, e fomos até a Plaza Garibaldi. O objetivo era ir a um restaurante de comida típica e com apresentação de mariachis! Arriba!

Tipicamente mexicano!
Bandeirinhas!

O que todo blog recomenda é o Salón Tenampa, mas não fomos nele. Tem vários lá para escolher. Fomos em outro. O que fomos a gente sinceramente gostou, mas, no TripAdvisor, a quantidade de avaliações negativas é tão grande que é difícil de acreditar. Muitos relatos de que as pessoas são roubadas ali pelos garçons… Aí fica difícil recomendar. Mas, pra quem quiser saber, pergunta aí nos comentários!

Dia 2, de manhã

Sagrario Metropolitano

No outro dia, tomamos nosso café da manhã no terraço de nosso hotel, e voltamos para a Plaza de la Constituición para visitar a Sagrario Metropolitano, logo ao lado da Catedral Metropolitana.

Altar do Sagrario Metropolitano.
Entrada do Sagrario Metropolitano.

Palácio de Belas Artes

Seguimos para o Palácio de Belas Artes, que é o grande cartão postal da cidade. Ele é imenso! A praça em sua frente permite várias vistas do prédio.

Parte da frente do Palácio de Belas Artes.

O Palácio de Belas Artes é o principal teatro de ópera da Cidade do México, cuja construção foi finalizada em 1934 como celebração do centenário da independência do México. É considerado a maior manifestação de arte da cidade, sendo feito de mármore branco, no maior nível da chiqueza, e seu estilo é o Beaux Arts.

O palácio é cheio de detalhes!

Dá pra entrar e visitar o seu saguão principal de graça. Há um museu, de entrada paga, em que não entramos. No site oficial, dá pra ver a agenda de apresentações no seu interior.

Escadaria de entrada.
Hall do Palácio de Belas Artes.

Parque Alameda Central

Ao lado, há o parque Alameda Central. Lindíssimo! Dá pra andar e curtir algumas esculturas e, também, fontes, inclusive algumas que são dançantes!

Um parque antigo: O parque Alemeda Central, por ser de 1592, é considerado o jardim público mais antigo das américas, sendo inspirado no Alameda de Hércules da cidade de Sevilha. Recentemente, foi reformado e reinagurado em 2012.

Fonte no Parque Alameda Central.
Fonte no Parque Alameda Central.

Lá também tem esse monumento, o Hemiciclo a Juarez. Ficamos impressionados!

O Hemiciclo a Juarez é uma homenagem ao ex-presidente mexicano Benito Juarez, e está logo na frente da Avenida Juarez, uma das mais importantes da cidade. Foi inaugurado em 1910 e é notável pelo seu estilo neoclássico, com forte inspiração grega.

Hemicilo a Juarez, no parque Alameda Central.

Torre Latinoamericana

Preço: 120 MXN

Fomos em direção, então, à Torre Latinoamericana. Nela, há um mirante de onde se pode ver a cidade toda… Ou quase, porque é bem poluída, o que faz com que esteja sempre com uma neblina. Vale a pena pra se ter noção da dimensão da cidade, que é imensa! Adoramos ver o Palácio de Belas Artes de cima.

Torre Latinoamericana vista do Parque Alameda Central.
Palácio de Belas Artes vista do mirante da Torre Latinoamericana.

Nada a abala: A Torre Latinoamericana é conhecida por ter sido o primeiro arranha-céu construído em uma região ativa com relação a abalos sísmicos. O prédio conseguiu sobreviver ao terremoto de magnitude 8.1 que ocorreu na Cidade do México em 1985.

Vistas da Torre Latinoamericana.
Vistas da Torre Latinoamericana.

Templo Mayor

Fomos, então, para o Templo Mayor. São ruínas astecas do que já foi a Cidade do México antes da chegada dos colonizadores.

A entrada é paga. Se tiver tempo, creio que valha a pena entrar, mas, se não tiver, dá pra ver bastante coisa do lado de fora mesmo, pois não tem nenhum muro bloqueando a visão, haha! Esse é o modo mochileiro de ser!

Maquete do Templo Mayor quando existia pleno.
O Templo Mayor visto de fora.

Além disso, do lado de fora você tem algumas maquetes de como eram as ruínas antes, ou seja, nem pra ver isso precisa entrar lá dentro.

Palácio Nacional

Fomos, enfim, para o Palácio Nacional, a sede do Poder Executivo, cuja entrada é gratuita, mas se deve deixar o passaporte com eles, para pegar, de volta, na saída.

Pode-se andar livremente nele. Há muito o que fazer lá, mas não tínhamos tempo.

Artefato no Museu.
Museu Histórico do Palácio Nacional.

Passamos no Museu Histórico do Palácio Nacional, onde vimos diversas peças históricas, desde as pré-colombianas até as da colonização. Uma viagem na história mexicana!

Roupas clássicas.
Mais roupas clássicas.

Depois, andamos pelos jardins e pelas instalações do prédio, que tem ambientes belíssimos e muito característicos, mas foi tudo muito rápido, correndo feitos loucos, porque já tínhamos que voltar ao aeroporto para pegar nosso vôo de conexão às 5h da tarde. Acho que deu pra conhecer bastante coisa! Valeu a pena!

Corredores do Palácio Nacional.
Lindo!
Mais corredores.
Sei o que é isso não #sincerão

Teotihuacan

Ruínas de Teotihuacan.
Uma outra opção em uma conexão na Cidade do México é conhecer Teotihuacan. Trata-se de um sítio arqueológico com pirâmides incríveis próximo da cidade. É ótimo e dá pra se sentir em Tomb Raider ou Uncharted, haha! Dá pra ir de ônibus e tudo mais. Foi o que fizemos em uma outra oportunidade. Vocês podem conferir o post sobre nossa experiência em Teotihuacan clicando aqui.

Vídeo da Cidade do México

Não deixe de ver o nosso vídeo sobre a Cidade do México no canal do YouTube. E, se gostar, inscreva-se!